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Prefácio - Nova Tradução na Linguagem de Hoje (2005)

 


PREFÁCIO

A BÍBLIA SAGRADA - NOVA TRADUÇÃO NA LINGUAGEM DE HOJE


A história da Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH) começou com o lançamento da 1ª edição do Novo Testamento da Tradução na Linguagem de Hoje (TLH) em 1973. Quinze anos depois, em 1988, a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) lançou a primeira edição da Bíblia nessa tradução, sem os livros deuterocanônicos, com o nome de Bíblia na Linguagem de Hoje (BLH). A BLH foi a primeira tradução da Bíblia feita por iniciativa da SBB. E isso ocorreu em resposta a uma recomendação das Igrejas cristãs, após ampla consulta realizada no Brasil. Essa consulta demonstrou um reconhecimento generalizado de que se fazia necessária uma tradução bíblica na linguagem utilizada pela maioria do povo brasileiro.

Na década de 1990, a SBB promoveu uma revisão dessa tradução e, em 2000, após doze anos da publicação da BLH, lançou a Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Os livros deuterocanônicos foram traduzidos e acrescentados sob a responsabilidade das Sociedades Bíblicas Unidas, com o fim de possibilitar o uso dessa tradução também pelo povo católico. Os princípios seguidos na NTLH, assim como na TLH, são os princípios de tradução de “equivalência funcional”, em que se reproduz o sentido dos textos originais hebraico, aramaico e grego, expressando-o de maneira simples e natural, como fala a maioria da população.

Assim como a TLH, a NTLH foi preparada a partir das melhores edições disponíveis dos textos originais. Para tanto, foram utilizadas as seguintes obras: para os livros canônicos do Antigo Testamento, a Biblia Hebraica Stuttgartensia (1984, publicada pela Deutsche Bibelgesellschaft); para os livros deuterocanônicos, a Septuaginta, de A. Rahlfs (1979, publicada pela Deutsche Bibelgesellschaft), sendo, porém, o livro de Eclesiástico traduzido do texto grego editado por Joseph Ziegler (versão Göttingensia); e para o Novo Testamento, o The Greek New Testament (quarta edição, 1994, publicado pela Deutsche Bibelgesellschaft).

Para facilitar a compreensão da mensagem bíblica, esta edição traz ainda: (1) Introdução para cada livro, com dados relevantes sobre o seu autor e o contexto histórico em que surgiu, bem como a sua mensagem central. (2) Esquema do conteúdo, destacando os principais assuntos e divisões de cada livro. (3) Referências paralelas (no rodapé), possibilitando ao leitor a consulta de outras passagens bíblicas relacionadas ao assunto. (4) Notas explicativas (no rodapé), com variantes textuais e traduções alternativas. (5) Vocabulário, com esclarecimento de termos importantes. (6) Mapas, permitindo que o leitor situe geograficamente os acontecimentos narrados nas páginas da Bíblia.

De 2002 a 2003, tradutores das Sociedades Bíblicas Unidas e peritos católicos, designados pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), trabalharam esmeradamente na revisão dos Livros Deuterocanônicos. Os demais livros bíblicos foram igualmente apreciados pela CNBB. A recomendação para o uso da Nova Tradução na Linguagem de Hoje foi concedida por D. Francisco Javier Hernández Arnedo, OAR, Bispo responsável da Dimensão Bíblico-Catequética da CNBB, na solenidade da Anunciação do Senhor, em 25 de março de 2003. Nas palavras de D. Javier,

Esta tradução, além de manter uma fidelidade irrestrita aos textos originais, representa um significativo esforço por adequar-se à cultura e linguagem do homem contemporâneo, facilitando aos fiéis a compreensão dos conteúdos da Revelação de Deus e permitindo-lhes uma maior familiaridade com a sua Palavra (DV, 25). Ao recomendar esta edição aos fiéis católicos de língua portuguesa, no Brasil e na África, expressamos nosso singelo desejo de que as Sagradas Escrituras sejam, não só fonte perene de espiritualidade para todos os cristãos, mas, também, um lugar privilegiado de encontro e diálogo entre as Igrejas cristãs. É a Palavra de Deus que nos pode dar a todos “a Sabedoria que leva à Salvação, pela fé em Cristo Jesus” (2 Tm 3,15).

A Bíblia, com o texto da NTLH, está aí, portanto, para o uso comunitário e individual, familiar e geral, para a catequese, a liturgia e o estudo pessoal, trazendo os escritos bíblicos na linguagem simples do povo.

Janeiro de 2005